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#3 Família em home office: Como fazer acordos para o bem comum?

Ao perceber qualquer desrespeito ao seu espaço vital, é hora de sentar, conversar e definir o que é permitido ou não. Por: Rosana


“Vamos construir a família que desejamos ser!” Amo essa frase, a escrevo com o coração aberto, mas também apertado, sabe por quê? Porque família tem como premissa outra ou outras pessoas que nem sempre nos darão subsídios para despertar todo o nosso potencial, inclusive a disposição de nos ajudar a construir uma família forte, feliz e unida. Aliás, em muitos lares não há abertura para esse assunto, tampouco clima, vontade ou mente aberta para dialogar. Vixiii, tô ficando deprê, mas é pura realidade.


Respirei... vamos lá!



3 perguntas-chave

Para iniciar um processo de desenvolvimento no âmbito familiar, precisamos fazer três perguntas: Quem somos? Como estamos? Aonde queremos chegar juntos? Refletir sobre esses pontos é fundamental para quem deseja ir além, estabelecer limites saudáveis e conviver harmoniosamente, sem imposições e restrições que minam a liberdade, a versatilidade e a eficiência.


No que se refere à nossa saúde integral, é imperativo considerar cuidadosamente tudo o que tem potencial de nos causar dano. Por isso, ao perceber qualquer desrespeito ao seu espaço vital, é hora de sentar, conversar e definir o que é permitido ou não. Você deve se fazer respeitar, de modo transparente, sem neuras e sem ressentimentos. Educação, respeito e amor são os faróis aqui.


"Você deve se fazer respeitar, de modo transparente, sem neuras e sem ressentimentos."


Juntos e misturados no home office

Depois de grandes desafios como o isolamento social e a quarentena impostos pelo coronavírus, sua família provavelmente não será mais a mesma. Creio que nesses dias algo está mudando em nós e na sociedade. Que seja para melhor! Que sejamos muito mais fortes! É nisso que acredito. É o que desejo para minha família (emocionei-me de novo, rs!).

Nessa situação, quais tratos precisam ser feitos? Para identificá-los, pense nas coisas mais simples e nas mais complexas, entendendo que cada pessoa vê e interpreta as situações de diferentes maneiras. E, por falar em diferenças, aqui vai uma dica bem prática: entender as necessidades do outro e ter empatia sem julgamento é essencial para construir e manter a paz. Parece algo óbvio, mas ter essa verdade em mente pode evitar o ímpeto de “perder as estribeiras”.

Vamos fazer um exercício juntos?

Antes de tudo, aprenda a perdoar e a pedir perdão. Ele é o primeiro passo para um bom acordo de convivência. Se perceber que precisa dar esse passo, coloque em ação o exercício a seguir. Comece por um bom e sincero pedido de perdão e expresse o que sente:

Perdoa-me...

  • Por não lhe dar atenção do jeito que você precisa

  • Por fazer do meu jeito sem me importar com o impacto disso para você

  • Pela indiferença aos seus sonhos

  • Pela ausência de um sorriso por suas piadas

  • Pelo ombro que recolhi ao invés de acolhê-lo (a)

  • Pela conversa interrompida pela minha impulsividade sem nunca mais retomá-la

  • Porque acabei esquecendo-me de ser insumo de vida para você

  • Pelo tempo sem qualidade que desperdicei

  • Por querer poupar e não ter conseguido inspirá-lo (a) a usufruir com moderação

  • Por gastar exagerada e irresponsavelmente

  • Porque deixei de observá-lo (a) sem julgá-lo (a)

  • Por esvaziar-me de empatia frente às suas necessidades mais latentes

  • Por deixar de expressar o quanto você é importante para mim sob a premissa de que sabe disso

  • Por não economizar o que precisamos para adquirir liberdade financeira

  • Por achar que serviços domésticos são obrigações suas

  • Por cobrar de você um padrão de vida que ainda não conseguimos ter

  • Pela desconexão causada pelos meus rompantes e por deixar o clima de nosso passeio um horror

  • Pela falta da presença mesmo estando presente

  • Por não perguntar se você está bem por simplesmente supor e concluir a sua resposta

  • Por não aliviá-lo (a) de algumas atribuições compartilhadas

  • Por desaprender o jeito que o (a) faz feliz, sendo eu mesmo (a)

  • Pelas palavras ferinas em nossas discussões

  • Pelas comparações cruéis que fiz em relação a outras pessoas

  • Por privar você de momentos memoráveis, e a minha parte nisso era apenas a leveza de viver o momento

  • Por dizimar nossas forças por inseguranças que não admiti

  • Por não buscar ajuda especializada para ficar melhor e contribuir com os nossos objetivos, sejam individuais, a dois ou familiares

  • Por não ter vibrado e comemorado vitórias que são muito importantes para você

  • Filho e filha, por não perceber que, a cada ciclo, suas necessidades mudam de nome

  • Meus pais, pela atenção que quase “imploraram” e ainda assim eu não dei a vocês

  • ____________________________________________________ (esse espaço é seu) Feito? Pronto. Que bom! Respire, reflita e tome uma atitude sábia.


Vamos deixar um legado

Novos modelos de comportamento nos fortalecerão como pessoa e como família, para prosseguirmos deixando legados em cada encontro, a cada geração!


Por fim, para estabelecer acordos de convivência, seja específico (a) também ao expressar gratidão. Empenhe-se para criar um relacionamento em seu lar pautado pela leveza, alegria, amizade e força. Se necessário, faça sua lista de gratidão. Apresente-a à sua família. Uma vez que o acordo esteja estabelecido, não se acomode: realinhe-o de tempos em tempos, pois todos continuamos em constante mudança! Lembre-se: a verdadeira transformação é simples e começa por você!


Rosana Sá

Formada em Administração de Empresas, pós-graduada em Marketing e Certificada em Educação Virtual pelo Senac-SP, é professora universitária, conferencista, coach executiva e consultora empresarial. Atualmente, é sócia diretora da CYCLOS, empresa dedicada a ações de desenvolvimento profissional e gerencial.

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